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São Paulo, Brasil

Marcas mais amadas no Brasil - Apple

07.02.2017

tempo de leitura - 7 minutos

 

Vire e volta nos perguntamos o que faz empresas de sucesso terem sucesso, não é mesmo? O que fizeram ou deixaram de fazer? Em que ponto se diferenciaram? Certamente existem inúmeras respostas, mas provavelmente encontraremos algumas na sua cultura organizacional.

 

Claro, pois a cultura irá ditar os comportamentos a seguir; tais comportamentos levarão a um outro nível, também chamado sucesso, que, normalmente passa por uma equipe engajada e extraordinária realizando um atendimento "especial" (tipo CAC) aos clientes, que, por sua vez, se sentem agradecidos e passam a admirar, a amar estas empresas.

 

Aqui falaremos de 3 das empresas mais amadas no Brasil: Netflix, Apple e Goggle.

 

Em uma pesquisa realizada em junho e julho de 2016, com 26 mil pessoas no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, sobre as empresas mais amadas pelos consumidores no mundo, a Apple ficou em quarto lugar aqui no Brasil.

 

Vejo a colocação como um merecido retrato do desejo dos consumidores brasileiros de pertencer a um grupo especial, tamanho o sucesso desta marca em colocar a inovação, a tecnologia e a paixão por servir seu bem maior, o cliente.   O que também não podemos deixar passar diz respeito àqueles conceitos desenvolvidos sobre o Sucesso e sua necessária diferenciação do e no mercado. A Apple utilizou essa característica no próprio slogan "think different".

 

 

Sobre a história:

 

A história da Apple se confunde muito com a de seu fundador, Steve Jobs, que inclusive já citamos em um livro aqui neste blog.  Assim, vou ao básico da história e depois para uma curiosidade que (talvez) pode ser novidade para você: a história da maça.

 

Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniak, dois jovens apaixonados por inovação, em uma garagem, constituíram a Apple Computers Inc., trazendo à tona o Apple I, projeto de um computador bastante avançado para a época.

 

E depois deste primeiro sucesso vieram inúmeros outros...

 

 Além do livro citado em nosso blog, A cabeça de Steve Jobs, de Leander Kahney, também tem um filme interessante,Piratas do Vale do Silício, que fala sobre o tema. Mas vamos, então, à história da maça:

 

Ao que tudo indica, duas vertentes ajudaram a criar a proposta de uma das marcas mais valiosas do mundo: Newton e Adão & Eva.

 

A versão mais plausível e conhecida é a que o símbolo seria uma referência a Isaac Newton, que se deu conta da lei da gravidade ao observar (ou sentir) uma maçã caindo da macieira. Outra analogia possível seria com Adão e Eva, os personagens bíblicos, em que a maçã representaria todo o conhecimento e a mordida, a aquisição do mesmo.

 

Aqui abaixo uma imagem com a evolução da marca da maça; vejam que a primeira foi mesmo a cena da maça de Newton, emoldurada com algumas inscrições na borda e com uma faixa a sua volta, com o nome Apple Computer.

 

 

 

Esse símbolo não teria muito futuro, por ser extremamente detalhado, e sua reprodução em tamanhos diminutos seria muito inadequado.

 

 Jobs resolve mudá-la e contrata Rob Janoff  para dar a Apple uma nova representação visual. Eis que Rob cria um símbolo que, embora pareça simples e “feliz”, demonstra as bases da ideologia da empresa. Vamos por partes:

 - Forma e conceito

A associação da maçã com conhecimento se tornou popular com as desventuras de Adão e Eva e com Sir Newton. Parte daí o princípio do nome da empresa: maçã = conhecimento; a famosa mordida significa a aquisição do conhecimento. Pelo lado bíblico, simbolizaria a sedução provocada pelos seus produtos e a busca por nossos desejos. Também é um trocadilho: mordida, em inglês, é bite, que obviamente lembra byte. E byte, é coisa de computador. 

 

Rob interpretou os ideais da empresa. Do primeiro símbolo, retirou apenas o elemento principal, a maçã, e a redesenhou com um visual muito mais limpo e moderno, expressando todas essas idéias nessas linhas curvas.

 

Do ponto de vista gráfico, o símbolo foi inovador. IBM, Microsoft e cia, todas usavam seus nomes como símbolos, usando fontes que remetessem à tecnologia. E uma delas, uma hippie em meio a engravatados e fãs de Star Trek, resolveu usar… uma fruta. E só. O nome Apple, com a tipografia serifada clássica, era utilizado como complemento para determinados meios, não sendo obrigatório, portanto.

 

- Cores

A empolgação com as cores também tem vários significados: um deles remete aos estudos de Newton com os prismas. Ora pois, a dispersão luminosa: quando um raio de luz incide em um prisma transparente e triangular veremos a exibição de várias cores; as mesmas do arco-iris; e utilizadas na maçã feliz. Uma curiosidade: as cores da maça não seguem a mesma ordem do arco-iris, o que representaria a rebeldia. 

 

- Maioridade

A maça "perdeu" a felicidade da infância e se tornou mais "séria", passando a ser minimalista, monocromática, e um pouquinho mais magrinha (observem). Se tornou muito versátil, pois se torna livre para diversas combinações de cores. Além de uma versão em uma cor só e sem efeitos, ganhou uma versão mais glamourosa, maquiada ao estilo Aqua. 

 

 

Sobre a cultura:

 

Desde sempre a Apple (ou Steve Jobs) foi uma empresa diferente, chamada de "fora-da-lei", ou seja, uma empresa com um pensamento revolucionário, a frente de seu tempo, com um ousado desejo de mudar o mundo para melhor, mesmo que isto signifique quebrar regras e correr riscos. Tanto que a missão da empresa era tornar o computador pessoal acessível a todos.

 

Com ênfase na invenção, na informalidade, na ausência de sinais visíveis de status e outras ressonâncias da contracultura, a estrutura da empresa sempre deu pouca importância à hierarquia e buscou privilegiar a criatividade, ambiente perfeito para romper as barreiras do impossível. 

 

Quatro outras características marcantes do universo Apple:

- Foco – Quando retornou à Apple, Jobs encontrou a empresa perdida em um grande número de projetos que competiam entre si. “Toneladas de produtos, a maioria de má qualidade”, em suas próprias palavras.

Ele definiu que a empresa teria apenas quatro produtos: um computador de mesa e um laptop de uso profissional e o mesmo par para uso pessoal. Assim acabou com a dispersão de energia. O resultado foi aumento de eficiência e de qualidade.

- Excelência – A obsessão com a excelência garantiu o posicionamento da Apple. Jobs definiu que o belo era importante. Os designers ganharam status, os engenheiros tiveram de se submeter a seus caprichos. O resultado foi o encontro da alta tecnologia com a arte. 

- Confiança – Na Apple cada pessoa está preocupada em fazer apenas seu trabalho porque tem absoluta certeza de que cada colega está fazendo o seu, da melhor maneira. Como vimos em nossa discussão sobre Sinergia, a confiança é o atributo mais poderoso para a construção de uma verdadeira equipe. 

- Paixão – Os nerds de Cupertino, cidade sede da Apple, são apaixonados pela empresa, ainda que o nível de exigência prejudique a qualidade de vida. É fácil se apaixonar por uma ideia que está mudando o mundo e, claro, sentir-se fazendo parte dessa revolução.

 

Fiquem com um trecho de uma entrevista de Steve Jobs, falando sobre o ambiente colaborativo da empresa.  

 

 

 

Foi isso, pessoal, abraços, sucesso e até a próxima.

 

Steiner Frazão

 

Para ler mais sobre a história e a filosofia Apple acesse os seguintes links:

 

https://www.tecmundo.com.br/apple/2114-a-historia-da-apple-a-marca-da-maca.htm

https://macmagazine.com.br/2007/09/17/uma-breve-historia-do-simbolo-da-apple/

http://publistagram.com/o-significado-dos-logos-apple/

http://exame.abril.com.br/marketing/marcas-mais-amadas-mundo/

http://exame.abril.com.br/carreira/a-forca-de-uma-cultura/

https://oarquetipo.wordpress.com/2011/10/27/apple-pense-diferente/

http://www.apple.com/br/

 

P.S.: se gostou, curta e compartilhe!

 

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